PSDB expõe fragilidades do governo Tarso
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Foto: Marcelo Bertani | Agência AL/RS
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No campo da irresponsabilidade, Pozzobom chamou atenção para o impacto que o não pagamento do piso nacional do magistério vai provocar nas contas públicas do Estado. “O não cumprimento do piso vai gerar um expressivo passivo trabalhista da ordem de R$ 4 bilhões, a exemplo da Lei Britto, que o governador Olívio Dutra, também do PT, não pagou e a governadora Yeda Crusius, do PSDB, teve que pagar”, explicou.
Pozzobom lamentou a postura dos partidos que hoje estão na base do governo Tarso, mas que, na oposição, cobravam de forma intransigente o cumprimento da lei por parte do governo Yeda. “As dificuldades que o governador está enfrentando foram amplamente manifestadas pela ex-governadora. Isso deixa claro que não havia falta de vontade política do governo do PSDB”, afirmou.
O deputado criticou o gesto de Tarso, que durante a campanha eleitoral de 2010 prometeu implementar a lei do piso até o final de seu mandato. Para ele, os professores, em especial os que ganham menos, foram enganados por alguém que tinha conhecimento de que não havia condições financeiras para tal iniciativa.
O tucano ressaltou ainda a falta de diálogo do governo por meio do envio de projetos de lei em regime de urgência. Pozzobom usou como exemplo o PL 448, que altera os critérios de promoção na carreira da Brigada Militar (BM). Segundo o deputado, o PL propõe mudanças significativas na estrutura hierárquica da BM e deveria ser discutido com os parlamentares. “Além desta casa, as pessoas mais importantes nesse debate não foram ouvidas, no caso a família brigadiana”, observou.
Para Pozzobom, o PL 448 dá um valor muito superior para critérios subjetivos no processo de promoção em detrimento as notas objetivas, que priorizam a qualificação técnica. Ele questionou como será feita a seleção e quem irá escolher os brigadianos que deverão avançar na carreira. “Sem sombra de dúvida, esse projeto tem por finalidade promover um aparelhamento político por meio da seleção, numa tentativa de criar um novo oficialato, que além das estrelas institucionais da brigada militar tem a estrela de um partido”, considerou.
Ao encerrar, Pozzobom citou momentos históricos no qual o PT se posicionou na contramão dos avanços políticos, econômicos e sociais, como no período de redemocratização do país, combate a inflação e criação de políticas de bem-estar social. “Fiz questão de relembrar estes itens porque um bom partido e um bom governo são feitos de decisões e não de apenas circunstâncias eleitorais”, concluiu.
Luís Gustavo Machado – Jornalista MTB 15280

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