Segue o impasse da ERS-010
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| Obras da ERS-118. Divulgação / Daer |
A novela para a definição da construção da ERS-010, entre Sapiranga e Porto Alegre, terá mais um capítulo nesta semana com reuniões entre representantes do governo e deputados da base aliada para atualizar o andamento das negociações com a Odebrecht. Em outra reunião, realizada no início de março, parte da bancada petista mostrou desinteresse pelo projeto, afirmando que a prioridade do governo teria de ser concluir os acessos asfálticos em pequenos municípios e a duplicação da ERS-118. Mesmo que os recursos para os acessos municipais estejam assegurados por empréstimos externos e a execução das obras não tenha relação com a nova estrada, deputados com base eleitoral fora da Região Metropolitana usam esse pretexto para justificar a contrariedade com a ERS-010, projeto encaminhado no governo de Yeda Crusius.
O Piratini garante que não desistiu da obra, mas deverá impor novas condições para destravar o projeto, o que pode afugentar possíveis investidores. Uma das ideias é repassar para a vencedora da licitação os gastos com as desapropriações ao longo da estrada, que, pela proposta original, seriam de responsabilidade do governo. O custo estimado é de R$ 150 milhões. A Odebrecht já fez chegar aos prefeitos da Região Metropolitana a sua inconformidade com a demora na definição. O governo promete a decisão derradeira sobre a obra para a primeira quinzena de abril.
Entre empresários da construção civil, está se cristalizando a ideia de que a ERS-010 não irá adiante neste governo. A percepção é de que o Piratini busca uma saída para congelar o projeto sem passar para os investidores a ideia de aversão ao capital privado.

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